A tua família está escrita nos livros das freguesias.

O Linhagem lê os registos paroquiais e civis portugueses, de batismos a casamentos e óbitos, e reconstrói a tua árvore geração a geração. Cada ligação mostra o documento que a prova e o quanto temos a certeza dela.

Gratuito e em português. Ainda em construção: por agora só entra quem foi convidado.

Página de um livro de batismos de 1902, com o assento 138 manuscrito. Os nomes da batizada e dos pais estão destacados.
Cada nome está ligado ao sítio do assento de onde foi lido. Escolhe um para o veres no original. Imagem ilustrativa.

Como funciona

Começas pelo que sabes. O resto está nos arquivos, à espera de ser lido. Lê como funciona em detalhe, de onde vêm os dados e como podes ajudar.

  1. Dizes quem és

    O teu nome, onde nasceste e os nomes dos teus pais. Se souberes os dos avós, melhor. Podes juntar documentos da família, como a cédula de um avô.

  2. O Linhagem procura nos livros

    Lemos os assentos manuscritos dos arquivos portugueses, encontramos as tuas pessoas e ligamos as gerações, uma a uma, com a prova de cada ligação.

  3. Tu exploras e acrescentas

    Segues os nomes de assento em assento, de freguesia em freguesia. Onde os livros se calam, acrescentas o que sabes ou o que a família conta.

Nada é dado como certo sem prova

Muitas árvores automáticas enganam-se porque apresentam suposições como factos. No Linhagem, cada ligação diz de onde vem e quanto vale.

Confirmado

Um documento liga diretamente as duas pessoas.

O assento de batismo de Maria da Glória nomeia o pai, João Rodrigues.

Provável

Várias pistas concordam, mas falta o documento direto.

Há um único António Mendes, pastor em Pinhel, com a idade certa.

Hipótese

Há mais do que um candidato. Mostramos todos, com as razões, e não apagamos nenhum.

Duas Marias batizadas na Raposa em 1846, filhas de dois irmãos.

Não encontrado

Ainda não há registo. Pode estar num livro por ler, ou podes saber tu.

Exposta na roda de Pinhel em 1852: os livros da roda não dizem os pais.

O que é teu fica contigo

Nos arquivos só se escreve a lápis. No Linhagem também: o que acrescentas fica a lápis, separado dos registos oficiais, e só tu o vês.

  • Podes acrescentar o que tens a certeza ou só um palpite.
  • Os documentos que carregas nunca são públicos.
  • Se algo te parece errado, dizes-nos e revemos. Nada muda na tua árvore até lá.
  • Partilhas a tua árvore só se quiseres, com quem quiseres. Pessoas vivas nunca aparecem a outros.
A tua nota, palpiteSó tu vês
A minha avó dizia que a mãe dela se chamava Maria do Carmo.

De onde vem: memória da família

Estamos todos mais ligados do que parece

Recua mil anos e quase todos os europeus partilham os mesmos antepassados.

Durante séculos, as linhagens escritas em Portugal foram as da nobreza, como o Livro de Linhagens do Conde D. Pedro, do século XIV. As das outras famílias também ficaram escritas, mas espalhadas por milhares de livros de freguesia. O Linhagem quer juntá-las, de graça e em português, para que qualquer pessoa possa saber de onde vem e ver quem mais vem do mesmo sítio.

Estimativa de genética de populações: Ralph e Coop, PLOS Biology, 2013.

Começámos agora

O Linhagem começou a 5 de outubro de 2026, com uma família de Lisboa e os registos dos arquivos públicos portugueses. Por agora está aberto só a convidados, enquanto testamos a leitura dos manuscritos e a forma de ligar as pessoas.